29.06.2009

seis anitchos

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Há seis anos, Rodrigo/Jean/Ritchie e eu começamos o boteco aqui.

#nehnadanehnada,nehnahda.

=)

Blogado por Enio Martins @ 06:01 PM | Comente (6)

26.06.2009

Off The Wall: so crazy that it is hard to understand.

Ontem acordei muito cedo de uma noite mal dormida, tinha sonhado com meus problemas, dia chuvoso em São Paulo sabe?

Mesmo assim decidi que a quinta-feira seria um dia diferente, com a melhor das intenções.

Pra provocar o aleatório da silva, entrei numa padaria fora do meu roteiro. Pedi pao integral na chapa e café de coador ao invés do francês com espresso.

Pouco depois, em ato ousado, usei a saída do lado oposto do metrô.

Já no trabalho. A net anda de mal com o escritório. Tive que usar a conexão aberta do vizinho, o que também não é habituê.

Na hora do almoço tive reunião na casa do Lobão. Reunião na hora do almoço na casa de Lobão também não é nem um pouco comum. Lá conheci a nova canção "Song For Sampa", rock belíssimo a la Bowie.

A música foi mostrada no estúdio que ele tem nos fundos da casa, no volume ONZE. Maria Bonita, a gata favorita, ouviu como se não ligasse a mínima pros decibéis enquanto 'tomava banho' em cima do cobertorzinho que Lobão arrumou pra ela em cima do equipamento.

Como reunião na hora do almoço não significa almoçar laudamente com o comendador acabei optando por um kibe com salada de fruta + água mineral e café no Taloá. Idem e de propósito: ranguinho rápido - eram já quatro e meia - e diferentemente tosco.

No escritório, com a net parando de oscilar (não deixa de ser inusitado também = P ) voltei à rotina ainda pensando em como quebra-la e provocar um fato novo, algo significativo pras coisas que me dizem respeito direta e indiretamente. Compenetrado, invocando mesmo o sobrenatural de almeida.

Daí gritam da outra sala que a Farra Fawcett se foi. Não deu nem tempo de perguntar como e já contaram no msn que MJ enfartou.

Daquele momento até o final do expediente entendi perfeitamente que não era eu procurando o lado B o dia inteiro: o lado B da vida é que estava me cutucando, ora. Tava no ar, nas mesas, nas cartas, nos olhos do mundo.

E me bateu um daqueles sentimentos que são raros, caros e quase inexplicáveis: o medo-prazer na beira de um penhasco de idéias, como se eu soubesse voar muito bem mas de repente me esquecesse por um minuto inteiro que sabia.

Ruminando (muuu) esse sentimento desci a Augusta, aqui do ladinho do esc em direção ao Tapas. O amigo Billy Umbella tocaria lá ontem. Achei que combinava com o dia e, pensei rapidamente, também era uma coisa que nunca faço.

Cheguei cedo, casa vazia ainda e Billy tocando as coisas bacanas que ele conhece. E eu lá, pensando no mode penhasco qdo vi o Coelho, guitarman do Seychelles passar correndo direto ao andar superior do Tapas: eu não sabia mas tinha show dele lá com a Monique Maion.

Subi pra ver a passagem de som, Monique contou do album novo, da transmissao daquele show ali via web pra Londres com sua gravadora e como ia acontecer tudo por ali.

Ela vira e diz "po, até toparia fazer uma música do MJ hoje. Mas sem ensaiar é foda". Botei pilha, claro. Provoquei pra ela fazer um trechinho, qualquer coisa.

Acabou virando um Billy Jean super bem tocado, que me levou de novo ao penhasco, bem no meio do show, lembrando que MJ foi meu primeiro idolo pop, que me ganhou por um desenho animado, me viciando completamente em música.

Saí antes do final, voltei a pé pra casa passando pelas padarias fechadas tentando não pensar muito que o mundo é Mutante e eu, no fundo sempre sozinho.

Don't stop till you get enough...

Blogado por Enio Martins @ 06:54 PM | Comente (6)

21.06.2009

Ludovs, Morcegão, Sabados bem humorados no Bixiga

Compor as músicas, ensaiar, tirar o limo do som, fazer arranjos, tocar-tocar, gravar.

Ouvir, mixar, ouvir-ouvir, mixar. Masterizar.

Depois palco, shows.

• Onde a música é mais viva? Onde ela "existe" de verdade?

Egberto Gismonti disse uma vez que a música que está gravada - disse isso na época dos LPs, saibam - está...morta. A música pra ele existe no palco, somente.

Sei não. A música é só musica, né? Se assim é, o tempo todo ela é.

Entre o primeiro acorde da nova canção no quarto do músico e a primeira nota tocada no ipod do fã existem etapas. A etapa promocional, por exemplo.

Promover (trabalhinho chato feito em sintonia "fina" entre músico/empresário) é o combustível pra coisa (música!) acontecer e se consolidar naquilo que a industria gosta de rotular como "sucesso"," hit".

• Acompanhei a genese do novo trabalho do Ludov passo a passo. Nem vou escrever quão lindas são as músicas (TODAS!, mesmo), nem como tudo que envolve esse lance novo que será lançado em julho foi feito em timing e coincidencias bacanas.

Ainda se usa (por quanto tempo?) fazer um clipe para divulgar o novo trabalho. Foi o que fizemos ontem, sabadão, durante o dia todo.

Não posso entregar a idéia aqui, é surpresa até julho. Mas o clipe tem um conceito simples, embora de complexa execução.

Fazer coisas complicadas com dedicação, bom humor e organização é raro. Mas foi o que aconteceu = )

• O principal responsável - pra mim - foi Ricardo Secco, o Morcegão. Dirigiu o clipe em estilo maestro zen. Sensacional.

Coordenar harmoniosamente mais de 30 figurantes, bailarinos, atores, convidados, equipe técnica não é pra qualquer um.

Sábado cansativo e bem feliz no Teatro Sérgio Cardoso no Bixiga.

Abaixo, momentos:



Clique pra ampliar


1 Morcegão e assistente, de olho numa das 18 cenas gravadas no sabadão

2 Mauro, Léia e um "figurante-léia"...

3 Umas das várias tomadas com a banda dançando por lá

4 Ludov fazendo a canção escolhida...

Blogado por Enio Martins @ 10:38 PM | Comente (0)